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As Mesas que Escolhemos Determinam os Lugares a que Chegamos

As Mesas que Escolhemos Determinam os Lugares a que Chegamos

Existe uma verdade que pode transformar completamente a nossa vida: para mudarmos de nível, muitas vezes precisamos mudar de mesa.

As mesas onde nos sentamos representam os ambientes que frequentamos, as conversas que ouvimos, as pessoas com quem caminhamos e as influências que permitimos entrar na nossa vida.

O Salmo 1 apresenta uma sequência muito interessante:

“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.”

Primeiro, caminhamos com determinadas pessoas.

Depois, paramos para ouvi-las.

Por fim, sentamo-nos à sua mesa.

E é precisamente aí que reside o perigo.

O Poder da Mesa

A mesa é um lugar de comunhão.

É onde baixamos as defesas, partilhamos pensamentos, sonhos, medos e valores.

Jesus caminhava entre multidões. Conversava com pecadores, publicanos e pessoas rejeitadas pela sociedade. Em algumas ocasiões, sentou-se à mesa com elas.

Mas Jesus sabia exatamente porque estava ali.

Ele influenciava sem ser influenciado.

No entanto, a sua verdadeira comunhão acontecia com os discípulos.

Eis uma lição importante: podemos amar a todos, servir a todos e alcançar muitas pessoas, mas nem todas terão acesso ao nosso círculo de intimidade.

As Conversas Moldam o Nosso Futuro

As pessoas com quem nos sentamos à mesa influenciam a forma como falamos.

A forma como falamos influencia a maneira como pensamos.

E a forma como pensamos influencia a vida que construímos.

A Bíblia ensina que do fruto da nossa boca comeremos.

As nossas palavras revelam aquilo que acreditamos e, muitas vezes, determinam a direção que seguimos.

Por isso, precisamos aprender a falar a linguagem do lugar para onde estamos a ir, e não apenas do lugar de onde estamos a sair.

Há Mesas das Quais Precisamos Sair

Nem toda mesa foi preparada para o nosso crescimento.

Existem ambientes onde predominam:

  • A fofoca;
  • A crítica destrutiva;
  • A maledicência;
  • O vitimismo;
  • A procrastinação;
  • A constante justificação dos fracassos.

Quando permanecemos demasiado tempo nesses ambientes, começamos a absorver a mesma mentalidade.

Se desejamos prosperar em Deus e cumprir o propósito que Ele nos confiou, precisamos discernir cuidadosamente as mesas onde escolhemos permanecer.

Nem Todos Devem Ter Acesso à Nossa Intimidade

Jesus tinha muitos seguidores.

Tinha os doze discípulos.

Mas havia momentos em que chamava apenas Pedro, Tiago e João.

Nem todos tinham acesso ao mesmo nível de intimidade.

Da mesma forma, nem todos precisam conhecer os nossos sonhos, os nossos projetos ou os processos que estamos a viver.

Alguns irão encorajar-nos.

Outros tentarão limitar-nos com as suas próprias crenças, medos e inseguranças.

Precisamos aprender a proteger aquilo que Deus colocou dentro de nós.

Precisamos de Pessoas que Avivem os Nossos Sonhos

Quando Maria recebeu a promessa de que daria à luz o Salvador, correu para encontrar Isabel.

E Isabel não questionou a promessa.

Não ridicularizou o impossível.

Não apresentou argumentos para desencorajar.

Pelo contrário, confirmou aquilo que Deus estava a fazer.

Todas nós precisamos de mulheres como Isabel.

Mulheres que reconhecem o propósito de Deus na nossa vida e ajudam a fortalecer a fé quando ainda estamos a carregar promessas que não nasceram.

O Princípio da Honra

Outro elemento fundamental nas mesas certas é a honra.

Vivemos numa cultura que muitas vezes confunde honra com bajulação.

Mas são coisas completamente diferentes.

A bajulação procura benefício próprio.

A honra reconhece valor.

Honrar é ter elevada consideração por alguém.

É reconhecer aquilo que Deus está a fazer na vida de outra pessoa.

A honra abre portas para aprendizagem, crescimento e transformação.

Aquilo que honramos tende a influenciar-nos.

Aquilo que desprezamos dificilmente conseguiremos receber.

Seja um Barnabé na Vida de Alguém

Quando Paulo se converteu, muitos duvidaram da sua transformação.

Foi Barnabé quem acreditou nele.

Foi Barnabé quem o apresentou aos outros.

Foi Barnabé quem abriu portas quando ninguém mais estava disposto a fazê-lo.

Todos desejamos encontrar pessoas assim ao longo da vida.

Mas talvez a pergunta mais importante seja:

Estamos a ser Barnabés para alguém?

Estamos a abrir portas?

Estamos a encorajar?

Estamos a acreditar no potencial das pessoas?

Ou estamos apenas a avaliar o que podemos receber delas?

O Reino de Deus cresce quando aprendemos a servir antes de procurar ser servidos.

Escolhendo as Mesas Certas

Recentemente ouvi uma reflexão sobre decisões que só foram compreendidas depois de muitos anos de caminhada.

Isso fez-me pensar que a sabedoria não consiste apenas em aprender com os próprios erros, mas também em aprender com a experiência dos outros.

Por isso escolho sentar-me:

  • Em mesas onde as pessoas torcem por mim, porque eu também torço por elas;
  • Em mesas de pessoas confiáveis e transparentes;
  • Em mesas onde existe lealdade e verdade;
  • Em mesas onde sou corrigida em amor e defendida na minha ausência;
  • Em mesas onde posso pensar em voz alta sem medo de ser julgada;
  • Em mesas onde sou valorizada e não apenas tolerada.

Há Pessoas para uma Estação e Pessoas para Toda a Vida

Nem todas as pessoas terão o mesmo papel na nossa caminhada.

Algumas serão como folhas.

Trazem sombra numa determinada estação, mas o vento leva-as quando o tempo muda.

Outras serão como galhos.

Acompanham-nos durante um período, mas serão testadas pelo peso dos frutos que carregamos.

E existem aquelas que são como raízes.

Pessoas profundas.

Leais.

Firmes.

Presentes nas tempestades.

São elas que permanecem quando tudo o resto muda.

Cada estação exige uma nova folhagem.

Mas as raízes permanecem.

Um Convite à Sabedoria

Talvez Deus esteja a convidar-nos hoje a avaliar as mesas onde nos temos sentado.

Nem todas as mesas nos aproximam do propósito.

Nem todas as vozes merecem influência sobre a nossa vida.

Nem todas as pessoas devem ter o mesmo nível de acesso ao nosso coração.

Que possamos ter discernimento para sair das mesas que nos enfraquecem e coragem para nos sentarmos nas mesas que nos ajudam a crescer.

Porque as mesas que escolhemos hoje ajudarão a determinar os lugares onde chegaremos amanhã.

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